31 Julho 2005

Paulo Machado e Paulo Paiva-Duas referências da AJFB


A entrevista de Paulo Paiva e Paulo Machado ao Diário Insular

Aqui está a entrevista que o Diário Insular fez aos dois "Paulos" da AJFB.


Diário Insular/Desporto (DI/D)- Como o Paulo Paiva vê a esta ascensão quase meteórica da AJFB ao topo do voleibol nacional?
Paulo Paiva (PP) - O grande responsável pela elevação do clube é sem dúvida nenhuma o sr.Vitalino Fagundes! Ele quando tomou as rédeas do clube em 1997-98, reinava a desorganização e irresponsabilidade na direcção! Aquilo era uma confusão que só visto! Pode escrever isso pois não estou a dizer mentira nenhuma! Muitas pessoas desconhecem, mas há cerca de 8 anos o clube estava mesmo muito mal a todos os níveis. Graças ao sr. Fagundes apoiado pelo sr. Nigidio, Rui Carvalho e os dois “Duartes”, o clube começou a erguer-se aos poucos. A desorganização não era só a nível de direcção, mas sim de jogadores. Tínhamos jogos ao sábado e se fosse preciso na sexta-feira ficávamos na paródia até altas horas da madrugada! Nos jogos não tínhamos organização táctica nenhuma, jogávamos em 4-2, ninguém sabia bem o que estava a fazer dentro do campo, enfim, era tudo na base do tudo ao molho e fé em Deus! Depois, com a chegada deste presidente, e com a vinda de jogadores como o Paulo Machado que trazia uma grande experiência do Ribeirense não só a nível táctico de jogos, como de estrutura organizativa de um clube de voleibol, a AJFB começou a mudar e a transfigurar-se para o grande clube que é hoje. Com a ajuda do Pedro André no comando técnico da equipa, e com o sempre precioso suporte financeiro do Luís Vicente a equipa subiu à divisão A2 já com jogadores brasileiros integrados, jogadores esses que foram aconselhados pelo prof. Resende.
Paulo Machado (PM) - De facto, quando cheguei à Fonte do Bastardo já o sr Vitalino estava à frente dos destinos do clube. Encontrei uma estrutura um pouco desorganizada, mas havia muita força de vontade por parte da nova direcção de levar o barco a bom porto. No lado desportivo, e para quem veio de um clube como o Ribeirense onde imperava um sólido sistema de jogo, quando cheguei e vi a equipa a jogar em sistema 4-2, fiquei aterrado com aquilo que vi! A AJFB nem sequer tinha uma equipa de voleibol, tinha isso sim, um grupo de amigos que se juntava para praticar a modalidade preferida! Naquela altura só íamos a provas regionais (onde quase sempre ficávamos em último…) pois os clubes adversários (neste caso o Praiense…) tinham sempre problemas ao nível de inscrições. Quando vim para cá, e em conversas com a direcção, disse-lhes que a continuar assim o clube não chegaria a lado nenhum e teria de haver outra atitude disciplinar por parte dos jogadores, pois éramos o bombo de festa dos adversários e aquilo era uma bandalheira total!
Aos poucos as coisas foram mudando, e com os homens certos nos lugares certos fomos subindo até chegar onde chegámos!
DI/D – O que têm a dizer da invasão de brasileiros no voleibol? Não se sentem constrangidos por não serem opção constante na equipa?
PP- Ao nível a que chegámos acho que é perfeitamente normal essa vinda de brasileiros, pois só com jogadores insulares certamente que não chegaríamos onde estamos agora. Poderiam ser jogadores portugueses, mas esses são mais caros e os brasileiros são mais acessíveis a nível financeiro, para além de terem tanta ou mais qualidade que os portugueses. Mesmo numa divisão A2 que tem já um ritmo muito mais competitivo, é necessário termos atletas acima da média para podermos alcançar os nossos objectivos. Repare que há 2 anos tínhamos 3 brasileiros no plantel ( Fabiano, Reinaldo e Rogério) e nem assim conseguimos subir, apesar da estupenda campanha que fizemos. O ano passado com 8 brasileiros já conseguimos atingir os nossos objectivos. Eles não jogavam por serem brasileiros, pois até podiam ser oriundos de outro país, eles jogavam pois tinham (e têm…) grande valor! Claro que gostava de ter tido um papel mais preponderante no êxito da equipa, mas compreendo os objectivos do clube que tinha tudo planeado para a equipa subir de divisão este ano. Investiu-se muito em jogadores profissionais e eles aqui tinham de justificar (e justificaram…) a aposta que foi feita neles! Ninguém gosta de ser suplente, ninguém gosta de ficar de fora, mas só podem jogar 6 por isso temos de perceber a realidade dos factos.
PM– Quando se atinge uma determinada posição no desporto, ou arrisca-se em bons jogadores profissionais e esquece-se um pouco as escolas de formação, ou nunca se vai a lado nenhum. Se pretendermos ficar muitos anos na liga A1 não podemos estar somente a olhar para o nosso umbigo, pois temos de ir buscar jogadores aos outros mercados (neste caso o brasileiro, que é o mais acessível…).
DI/D- Há clubes (não só de voleibol…)onde a presença de jogadores estrangeiros chega a criar animosidades entre os atletas. Isso nunca aconteceu na AJFB?
PM- Não, nunca aconteceu porque acima de tudo temos um técnico que nem por sombras deixaria as coisas chegarem a esse ponto! Num plantel de 12 ou 13 jogadores, só 6 poderão jogar. Todos eles são importantes, mas o treinador só pode optar por meia dúzia, os outros quando são chamados têm de dar o seu melhor! Não há nenhum brasileiro que diga que foi maltratado aqui, pois foram muito bem recebidos por todos!
DI/D: O que é necessário para se ser um bom jogador de voleibol?
PM: Apesar de não ser factor decisivo, a estatura é meio caminho andado para se ter sucesso nesta modalidade, e depois óbvio que terá de haver muita força de vontade (factor vital em qualquer profissão…) por parte do atleta. O nível de pessoas que o orientam também pesa muito pois a qualidade de formação do jogador é muito importante.
PP: O André Sá não era muito alto, mas nem por isso deixava de ser um excelente jogador! A altura é importante, mas o atleta também tem de ter jeito para esta modalidade. A dedicação, empenho e formação do atleta também pesam muito na sua qualidade.
DI/D: Já é conhecido o calendário para a divisão Carglass. Qual a vossa opinião relativa aos jogos que o sorteio ditou? Não acham que começar a competição a medir forças com um adversário da envergadura do Sporting de Espinho é uma missão algo…espinhosa?
PP: Todos sabem que o Espinho fez uma época fantástica e só baqueou no último dos 5 jogos que fez contra o campeão nacional Benfica. Repare que apesar de não ter uma equipa recheada de estrelas como tinha o Esmoriz (que tinha o orçamento mais alto da Liga Carglass…), tinham um conjunto aguerrido com alguns jogadores da casa e por pouco que ganhavam ao Benfica. Sabemos que vamos defrontar um adversário cujo historial fala por si. É a equipa com mais títulos nacionais em Portugal, e isso diz tudo! Defrontar um adversário desta envergadura logo no jogo inaugural será uma grande responsabilidade, mas estou certo que tudo faremos para contrariar o favoritismo deles! Como nós costumamos dizer- Eles não são bichos nenhuns de sete cabeças! Não sabemos a equipa que ele irão ter, nem eles sabem os jogadores que irão aqui encontrar! O nosso objectivo é ficar entre os 8 primeiros lugares, isto é, é assegurar a permanência na liga principal de voleibol pois é a primeira vez que participamos, enquanto as outras equipas estão lá há muitos anos!
DI/D- Mas com um treinador como Luís Resende, um central com a categoria do Balu, um oposto com o prestígio e classe do Adriano Paço, concerteza que poderão ambicionar um pouco mais do que o 8º lugar, digo eu…
PP- Temos jogadores experientes que jogaram em grande clubes como o Castêlo da Maia e Vitória de Guimarães, mas isso muitas vezes nada quer dizer! Os outros clubes também se reforçaram imenso e têm um poder financeiro que nós não temos. Óbvio que quantos mais jogos ganharmos, melhor classificação terá o clube !
PM- Quem chega onde nós chegámos não pode estar à espera de facilidades nenhumas! Mais tarde ou mais cedo teríamos de defrontar colossos como o Espinho, Benfica ou outros; calhou-nos a equipa espinhense por isso tudo faremos para superar este poderoso oponente! Vamos ter de mostrar logo no primeiro jogo os nossos argumentos, mas com o apoio estupendo dos nossos adeptos acho que podemos fazer muito boa figura na divisão A1! Temos um treinador muito conceituado e estou certo que teremos também uma boa equipa capaz de enfrentar as adversidades que irão surgir a partir de Outubro! Como o professor Resende costuma dizer - A melhor maneira de conquistar o respeito dos nossos adversários, é ganhando a esses mesmos adversários!
DI/D- Depois de um ano a trabalharem com o prof. Resende, qual é a imagem que têm dele?
PP- A melhor possível! Tanto como treinador, como pessoa é do melhor que já vi! Preocupa-se imenso com os jogadores, sabe impor o seu estilo e é uma pessoa que tem um nível de conhecimentos de voleibol fora do comum! Até se preocupa com proble-mas de responsabilidade directiva. Aqui na Praia todos gostam dele, dá-se bem com toda a gente e é uma pessoa de grande carisma! Sempre demonstrou um carinho especial por nós, e mesmo quando treinava outras equipas, e a pedido do Pedro André, vinha cá à Terceira orientar uns mini -estágios. É uma pessoa que sabe incutir espírito vitorioso a todos aqueles que o rodeiam, gosta de brincar com os seus jogadores, mas quando é para trabalhar é mesmo para trabalhar!
DI/D- E em relação ao Pedro André?Que opiniam têm do vosso treinador -adjunto?
PP- O Pedro é diferente do prof. Resende. Conhece bem o clube por dentro, está a par das dificuldades que o clube teve e tem. Dá tudo o que tem por aquele emblema e deve ser das pessoas mais humildes que conheci até hoje! Quando ele era o técnico principal recordo-me muitas vezes, de ver o Fabiano a dar-lhe conselhos de como orientar o treino, e ele próprio informava-se com esse ou com outro jogador como por exemplo o Paulo Machado, acerca da melhor metodologia para orientar os atletas. Tendo uma vida preenchida com a sua firma, ele não tinha sequer tempo para planear os treinos. Claro que não se pode comparar o nível de conhecimentos do Pedro e do prof. Resende, mas ao contrário daquilo que muitos pensam o Pedro tem excelentes noções de voleibol, o problema dele é fazer passar essas noções para os jogadores!
A metodologia de treinos é totalmente diferente com o prof. Resende pois como já referi ele tem conhecimentos elevados de voleibol, os seus treinos são muito mais exigentes e menos rotineiros do que os do Pedro, e ele é um profissional na arte de bem ensinar voleibol, e nessa matéria pelo menos a nível nacional estou certo que Luís Resende bate qualquer um por muitos pontos de diferença!
DI/D- Mesmo fora dos recintos desportivos, costumam conviver com o prof. Resende, até quando pensam que ele irá aguentar estar longe da família?
PP- Sinceramente, julgo que tudo é possível. Nunca ninguém acreditou que ele viesse para cá e quando isso sucedeu as pessoas ficaram quase escandalizadas se é assim que se pode dizer, pois ninguém percebia como um treinador com o prestígio dele, deixava o top do voleibol nacional, para vir treinar uma equipa praticamente desconhecida a nível nacional! Ele supreendeu tudo e todos (inclusive à própria família…) com a sua vinda, por isso e se as coisas este ano correrem bem, não me admiraria nada (e era bom que assim fosse…) que ele ficasse cá mais uns anos!
PM- Com todo o respeito que todos os treinadores nacionais de voleibol me merecem, tenho a certeza absoluta que o nosso clube encontrou a pessoa indicada para dar continuidade a este ambiciosos projecto. É uma pessoa muito dedicada e bastante trabalhadora. É natural que as condições que ele aqui encontrou nada tenham a ver com as que ele tinha no clube onde foi tricampeão nacional, principalmente a nível de meios financeiros, mas ele soube respeitar isso e tem mostrado uma atitude deveras louvável. Não posso fazer qualquer tipo de comparação com os outros treinadores que tive anteriormente, pois os outros notava-se que estavam ali por amor à camisola, e por mais que se esforçassem denotavam uma certa limitação a nível de conhecimentos técnicos e na maneira de estarem no desporto, coisa que não acontece com o nosso técnico, mas ele próprio diz que está sempre a aprender, o que demonstra a sua maneira impar de interpretar a vida. Mesmo após os jogos ele sai sempre com os jogadores pois é muito importante o convívio entre todos nós. Se ele vai ficar ou não, não sei, todos nós estamos esperançados que isso venha a acontecer. Ele sabe que aqui toda a gente gosta dele, e seria óptimo que a família dele viesse para cá…No entanto percebemos bem a sua situação; pois já passou por muitas privações na vida, e agora com a idade dele quer estar mais perto daqueles que ama, por isso só o futuro poderá definir a sua ligação com o clube.
DI/D- Vitalino Fagundes foi o grande impulsionador deste projecto. Como vocês definem o vosso presidente e os outros membros da direcção?
PP- O Sr Vitalino é que ergueu aquelas paredes e montou a estrutura que suportou o êxito da nossa associação, e devemos grande parte de tudo o que temos hoje ao esforço e empenho por parte dele ; e só espero que ele continue por muitos mais anos frente aos destinos da associação. A Nélia apareceu há poucos anos, mesmo assim já tem um papel preponderante na direcção do clube. É irmã da mulher do nosso principal patrocinador, e está sempre preocupada com os jogadores e sempre disposta a resolver os problemas que vão surgindo. Teve um papel fundamental na parte administrativa do voleibol pois é uma pessoa dinâmica como poucas. O Duarte e o Rui Carvalho foram (e são…) muito importantes pois convivem de perto com a equipa fazendo o elo de ligação entre nós e a parte directiva. Desde eventuais problemas nos treinos aos equipamentos, eles é que tratavam de tudo e sentiam na pele todas as adversidades e alegrias do plantel.
PM- Provavelmente o sr. Vitalino passa mais tempo no clube do que com a família. Pessoalmente não conheço um presidente que se preocupe tanto com os problemas do clube, que dê tudo o que tem pelo clube como ele! Ninguém imagina os problemas que ele teve de superar para erguer a AJFB. Este clube começou com o sr Vitalino, e hoje o rosto deste emblema continua a ser ele! Sempre foi sócio desta associação, e é para mim um grande motivo de orgulho ter um presidente assim!
DI/D- O P. Machado tem alguma história curiosa que tenha passado com ele que nos possa contar?
PM-… Recordo-me que há cerca de 7 anos atrás, a federação mandou um comunicado para o clube informando que tínhamos sido repescados para a 2ª divisão. O presidente ligou-me e disse-me algo que nunca mais me esquecerei “- Paulo fomos repescados para jogar na 2ª Divisão, mas não podemos aceitar, pois aqui não há dinheiro, a única coisa que aqui há são dividas!”. Eu disse-lhe para ter calma, e fui com ele à secretaria da DREFD, pois a experiência que trazia do Ribeirense poderia eventualmente ser útil para encontrar uma solução. Naquela altura fomos recebidos pelo dr.José Henrique que nos explicou devidamente os apoios que o governo dava às equipas insulares. Mesmo assim ele estava hesitante em aceitar, e eu insisti para irmos à experiência pois não perdíamos nada em tentar, e nem precisávamos de contratar ninguém. Como geríamos as verbas fornecidas pelo governo conseguíamos sempre poupar alguma coisa nas diárias, e esse dinheiro era fundamental para manter o clube funcional. Estivemos cerca de 3 anos na 2ª divisão, sempre a enfrentar os problemas que aqui e ali iam surgindo. Depois com a ajuda de alguns patrocínios e sobretudo com a boa gerência do sr Vitalino ascendemos à divisão A2 e passados 2 anos conseguimos a proeza de alcançar a divisão Carglass. Tenho de enaltecer o apoio do sr Luís Vicente pois a sua esposa (Clélia Vicente) natural da nossa freguesia, jogou na equipa feminina da AJFB, e caçada vez que vinham cá de férias, ele ajudava sempre de boa vontade a nossa equipa oferecendo um considerável depósito bancário. À medida que o clube foi subindo, o seu apoio ia aumentando e tem sido ele o nosso grande suporte financeiro. Eu costumo dizer na brincadeira que o Luís Vicente tem sido o nosso seguro de vida pois tem sido incansável na ajuda a esta associação!
DI/D- Voltando aos outros membros do clube, recordo-me de ver vastas vezes o Duarte nas bancadas a protestar energicamente com as decisões dos árbitros. Ele vive assim tão intensamente o clube?
PP- Tomáramos nós que ele protestasse apenas com os árbitros, pois ele no fim dos jogos ainda tinha forças para protestar connosco também (risos)!... Enfim, são pessoas que adoram o clube e para eles aquele emblema é como se fosse uma segunda família!


O Papel da claque “As Doidas”

“- É uma claque muito interessante e nós como equipa gostamos de saber que temos ali o apoio delas! Acompanharam-nos em diversas ocasiões em jogos fora de casa (coisa inédita nos outros clubes da A2…), e mesmo nos treinos dão sempre o seu apoio. Têm tido um papel vital na integração de jogadores novos que chegam à ilha, mostrando a nossa cultura, os nossos costumes, e tratam deles como se fossem da família delas! É uma claque impar, mesmo a nível nacional!- ” Foi deste modo que Paulo Machado, capitão da AJFB, definiu o apoio da claque bastarda “As Doidas”.

Fins-de-semana fora? Passagens de ano?... É já a seguir!

Quitéria Paiva tem sofrido na pele a paixão que o seu marido nutre pela modalidade que abraçou, e lamenta o escasso tempo que tem para estar com ele.
“- Sei que o Paulo gosta imenso de voleibol, mas gostava que ele tivesse mais tempo para a família! Não podemos organizar um programa do estilo irmos passar um fim-de-semana fora, ou estarmos com a família no Natal e na passagem de ano, pois ele é constantemente massacrado pelas imposições do voleibol! Até nos fins de semana de Natal ele se ausentava! -”. Escusado será dizer que Andreia Machado, também se queixa do mesmo, e Paulo Machado diz da sua justiça: -“Todo o pouco tempo que tenho disponível é para estar com ela. Para onde eu for, ela vai! Já que tenho tão poucas oportunidades de estar com ela, temos de aproveitar ao máximo os momentos que temos juntos! Eu saía do trabalho ás 18 horas, ia dar treinos aos juvenis da AJFB até às 21 horas, depois seguia para os treinos da equipa sénior. Chegava em casa à meia- noite quando a minha esposa já dormia…Ela é muito compreensiva! É uma vida muito desgastante, mas quem corre por gosto…”

O novo pavilhão da AJFB

O imponente pavilhão que está prestes a ser concluído na Fonte do Bastardo, também foi tema de conversa. “- É uma obra estupenda e só lamento não haver mais recintos deste tipo, pois fazem imensa falta ao desporto regional. Seja em que modalidade for, vive-se uma enorme crise na procura de espaços para treinar, por isso infraestruturas assim são sempre bem vindas! Espero que o recinto fique pronto o mais rápido possível pois irá conceder mais espaço de manobra a nível horário dos treinos! -”. Esboçando um sorriso denunciador, Paulo Paiva escusou-se a comentar este tema exclamando: - “ Não posso dizer nada pois o meu patrão é que está a construir o pavilhão, por isso sou suspeito para dar a minha opinião!”

Carlos do Carmo (Diário Insular)